IMPOSTÓMETRO

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Por que o Brasil continuará sendo um país corrupto

Por Paulo Queiroz
Porque já as eleições dos “nossos” representantes são realizadas de modo a institucionalizar o crime, pois os grupos econômicos, ao patrocinarem a eleição de Presidente, Governadores, Prefeitos etc., assim o fazem, como é natural, sob a condição de obterem financiamentos graciosos, participarem de licitações premiadas, privatizarem o espaço público, multiplicando lucros;

Porque num tal contexto, a política passa a constituir extraordinário atrativo para criminosos profissionais, em geral burocratas medíocres, desqualificados moral e tecnicamente, sem perspectiva fora da política;
Porque certos partidos políticos passam a funcionar, assim, como autênticas quadrilhas, cujos membros seguem a lógica do quem dá mais, por isso que trocam de legenda constantemente, impunemente;
Porque o sistema representativo é um engodo que conta com a participação do próprio eleitor, que não raro exige, em troca do voto, algum proveito, de modo que o voto constitui, por isso, apenas um expediente para legitimar e perpetuar o crime, afinal os eleitos não representam o eleitorado, mas os seus próprios interesses e os interesses dos grupos econômicos que os patrocinam;
Porque, apesar das fraudes, insistimos em perpetuar determinados criminosos no poder, e a tudo assistimos passivamente;
Porque a Polícia, que deveria, junto ao Ministério Público, formar instituição única, está subordinada ao Poder Executivo, de sorte que são prováveis investigados (Governadores, Prefeitos etc.) que em última análise comandam as investigações;
Porque criminosos políticos estão protegidos por um sem número de privilégios (foro privilegiado, imunidades parlamentares etc.) que os tornam grandemente imunes às investigações;
Porque a corrupção política traduz a nossa própria hipocrisia, a nossa indiferença, a nossa tendência ao jeitinho; afinal, corrupção é de algum modo interação/acordo entre corruptor e corrompido, entre eleitor e eleito;
Porque somos obrigados a votar, quando votar é um direito e não um dever, pois o eleitor tem, há de ter, a liberdade de votar em quem quiser, quando e se quiser, consciente e livremente;
Porque a democracia, essa desgastada metáfora, é uma palavra que remete a múltiplas relações de poder que nada têm de democráticas, relações frequentemente de violência e tirania e permanentemente em mutação (Michel Foucault);
Porque punir criminosos, embora necessário, não é o mais importante; o mais importante consiste em identificar as estruturas de poder que possibilitam o crime e mudá-las radicalmente, pois problemas estruturais demandam intervenções também estruturais e não apenas intervenções sobre indivíduos;
Porque, em vez de enfrentar os problemas em suas causas, em suas raízes, tentamos combatê-las em suas consequências, tardia, burocrática e simbolicamente; e isso equivale a não combatê-las;
Porque temos um Estado excessivamente burocrático, que tudo pretende resolver por meio de leis, demagogicamente;
Porque multiplicar leis não significa evitar novos crimes, mas multiplicar novas violações à lei (Beccaria); e as leis desnecessárias enfraquecem as leis necessárias (Montesquieu);
Porque mais leis, mais juízes/tribunais, mais conselhos, mais prisões etc, pode significar mais presos, mas não necessariamente menos delitos (Jeffery);
Porque o povo brasileiro acredita ser livre, mas está enganado: é livre apenas durante as eleições dos membros do Executivo e do Parlamento, pois, eleitos os seus membros, ele volta à escravidão, é um nada (Rousseau); é que a participação popular se limita ao sufrágio a cada quatro anos; mas eleitos “seus” representantes, não se tem qualquer controle sobre seus atos, e o cidadão, convertido em objeto e não sujeito da política, só poderá expressar sua indignação nas eleições seguintes;
O Brasil é e continuará sendo um país corrupto simplesmente porque está estruturado para sê-lo!
Paulo Queiroz é Professor Universitário (UniCEUB) e Procurador Regional da República em Brasília)
Fonte: agendacapital.com.br

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Itália resgata 500 migrantes em naufrágio na costa líbia; 7 morreram

Embarcação precária virou devido ao elevado número de pessoas a bordo.
Balanço de vítimas pode aumentar e resgate ainda está em curso.

Da France Presse
Sequência de fotos da Marinha italiana mostram barco lotado de migrantes virando logo antes do resgate na costa da Líbia; 500 pessoas foram resgatadas e ao menos 7 morreram (Foto: Marinha Italiana/AFP)Sequência de fotos da Marinha italiana mostram barco lotado de migrantes virando logo antes do resgate na costa da Líbia; 500 pessoas foram resgatadas e ao menos 7 morreram (Foto: Marinha Italiana/AFP)
Ao menos sete pessoas morreram no naufrágio de um barco de migrantes ao longo da costa líbia, anunciou nesta quarta-feira (25) a Marinha italiana. Cerca de 500 sobreviventes foram resgatados.
O balanço de vítimas pode aumentar, segundo a Marinha, dizendo que "as operações de resgate prosseguiam" ao meio-dia local.
Na manhã desta quarta-feira, "a patrulha Bettica da Marinha, no âmbito de sua atividade de vigilância do canal da Sicília, detectou ao longo da costa líbia um barco que navegava de forma instável com muitas pessoas a bordo".
Mais tarde, a embarcação virou devido ao elevado número de pessoas a bordo e à instabilidade.
O navio Bettica se aproximou imediatamente do barco e lançou botes e coletes salva-vidas às pessoas que caíram na água, enquanto a fragata Bergamini, também no local, enviou seu helicóptero e meios navais para socorrê-las.
"Por enquanto (8h de Brasília), 500 migrantes foram socorridos, sete corpos recuperados e colocados a bordo do Bettica", disse Marinha.
Segundo os últimos números do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), interrompidos em 22 de maio, e os dos serviços de resgate italianos, 40.000 pessoas chegaram à costa italiana desde o início do ano.
Fonte: G1

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Conheça o Airbus A320, modelo do avião que desapareceu no Egito

Brasil teve tragédia com o A320 em 2007, quando 199 pessoas morreram.
Apesar dos acidentes, especialistas asseguram que ele é seguro.

Do G1, em São Paulo
O Avião que desapareceu no Egito nesta quinta-feira (19) com 66 pessoas a bordo, um Airbus A320, é uma das aeronaves mais vendidas no mundo para companhias aéreas que fazem voos de curtas e médias distâncias.
Até fevereiro de 2015, a empresa alemã Airbus já havia recebido mais de 7.597 pedidos de aeronaves da família A320, tendo entregue 3.889 deles. Em 2015, 3.660 unidades estavam em operação, diz a construtora.
Diferente de modelos da Boeing, em que o piloto tem que comandar manualmente o avião na maioria dos procedimentos, o Airbus é operado por um sistema automático chamado Fly-by-wire, tecnologia desenvolvida em 1980 e aplicada primeiramente nos modelos civis do A320. Esse sistema reduz o trabalho do piloto, monitorando os sistemas em tempo real e buscando minimizar problemas.
Veja outras características da aeronave mais abaixo.

Voo desaparecido
O avião que desapareceu no espaço aéreo egípcio fazia o voo MS804, da companhia EgyptAir, que seguia do aeroporto Charles de Gaulle (Paris) em direção ao Cairo.

A aeronave foi produzida em 2003 e levava 56 passageiros. Entre eles, estavam uma criança e dois adolescentes, além de 10 tripulantes, sendo três seguranças, de acordo com a companhia aérea.

A EgyptAir informou que equipes de investigação e de resgate iniciaram a busca pelo avião desaparecido e que mantém contato com autoridades.

Tragédias
Apesar dos acidentes, especialistas asseguram que, diante da quantidade de A320 voando, ele é um dos mais seguros. 

O avião companhia aérea da Germanwings que caiu na França em março de 2015 tinha o mesmo modelo. O voo 4U9525 seguia de Barcelona (Espanha) com destino a Düsseldorf (Alemanha), deixando 150 mortos. O copiloto alemão Andreas Lubitz, de 28 anos, acionou o mecanismo de descida do avião de maneira voluntária quando estava sozinho na cabine, segundo a promotoria francesa.
Foto feita no início deste mês em Budapeste, Hungria, mostra o avião Airbus A 320-200 da EgyptAir que desapareceu dos radares durante o voo MS804 nesta sexta-feira (19) (Foto: Andras Soos/AFP)Foto feita no início deste mês em Budapeste, Hungria, mostra o avião Airbus A 320-200 da EgyptAir que desapareceu dos radares durante o voo MS804 nesta sexta-feira (19) (Foto: Andras Soos/AFP)
O Brasil registrou uma grande tragédia aérea com Airbus A320: em 2007, um avião da TAM não conseguiu frear no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, colidindo contra um prédio da companhia do outro lado de uma avenida. 199 pessoas morreram.
Relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou que o avião continuou acelerando porque o piloto não puxou uma das manetes. Chovia na hora da tragédia.
Em 2006, uma aeronave do mesmo modelo caiu no Mar Negro quando se aproximava de Sochi, na Rússia, deixando 133 mortos.
A última tragédia registrada com um A320 tinha ocorrido até então em 28 de dezembro de 2014, quando uma aeronave da empresa AirAsia desapareceu no mar de Java com 162 pessoas 40 minutos depois de decolar. Gelo nos motores pode ter contribuído para a tragédia.
Fonte: g1.globo.com

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Wikileaks: Revela gravíssima sabotagem dos EUA contra Brasil com aval de FHC

Por Brasil um Pais de Todos

Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países. Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial. Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira. Segue o artigo do jornalista Beto Almeida. O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara, no Maranhão.
[Imagem: art4482img3.jpg]
Veto imperial
O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.
“Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, diz um trecho do telegrama.
Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”.
Guinada na política externa
O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA. Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio.
Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites. Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles.
Bomba! Bomba!
O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearense Dalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Giráo publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves.
A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998, Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas , os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil , chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”.
Como é conhecido, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo.
Desarmamento unilateral
A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad , presidente do Irà, apresentou à Assembléia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial.
Intervencionismo crescente
O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso : “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável.
São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileaks.
NOTA
Abaixo segue uma nota comentada pelo amigo Vladimir G. que também é muito interessante tratando se de possíveis sabotagens EUAxBrasil:
Em setembro de 2006, esse acidente se tornou a maior tragédia da história da aviação no Brasil, com 154 mortos. Aparentemente, uma colisão entre a ponta da asa de um jatinho Embraer com a fuselagem do 737 da Gol causou a queda do avião maior. Além de todas as notícias especulando as causas do acidente, a procura por corpos e destroços na floresta, os erros dos pilotos, as falhas dos radares… circulou na época um e-mail muito curioso, pra dizer o mínimo…
O autor do texto falava sobre uma equipe de cientistas brasileiros a bordo do avião. Segundo o texto, esses cientistas realizavam pesquisas sobre o uso de microorganismos em baterias elétricas, uma tecnologia revolucionária que permitiria a produção de baterias mais eficientes que as modernas baterias de lítio usadas em notebooks e celulares. Essa bateria de vírus seria mais potente, produzindo mais energia, em uma bateria menor e mais leve que as de lítio. Existem outras pesquisas sobre esse tipo de bateria, especialmente nos Estados Unidos, onde há um grande projeto sobre essas baterias. Porém, segundo o texto, o projeto brasileiro era ainda mais avançado e superava o americano. Infelizmente, a equipe de cientistas que trabalhava nesse projeto morreu no acidente.
Postado por Celio Roseno

Terrorismo ianque em Alcântara

Ronaldo Schlichting
“Eles queriam que desistíssemos do VLS. Respondi que não havia ido lá para negociar o VLS, mas para começar a negociar lançamentos a partir de Alcântara com uso de tecnologia americana protegida”Ministro Ronaldo Sardenberg, revista Veja, edição de 12 de setembro de 2001
Em julho de 2000, sugeri pela Internet — e foi publicado pelo jornal eletrônico da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) — uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar e relatar as sabotagens diretas e indiretas que vinha e vem enfrentando o Programa Espacial Brasileiro, com o claro propósito de sepultá-lo definitivamente, para facilitar e justificar a entrega da base aeroespacial de Alcântara-MA ao controle internacional.
A sabotagem direta, praticada pelo Pentágono e seus soldados “brasileiros” da coluna do general Mola, hoje não passa de um “Segredo de Polichinelo”.
Mera coincidência, o embaixador do Brasil nos EUA, grande articulador e um dos ferrenhos defensores do “Acordo Sardenberg-USA”, no dia 11 de setembro de 2001 tinha um almoço agendado no Pentágono. Só não compareceu ao encontro por que um “avião” havia explodido por lá pela manhã (Fonte: Folha de São Paulo).
Porém, a sabotagem indireta é o ataque silencioso e perverso que o Brasil e o seu Programa Espacial vêm sofrendo, sem tréguas, nos últimos 20 anos.
Este é o pior tipo de agressão que uma nação pode sofrer, porque se trata da agressão generalizada e institucionalizada através da lei orçamentária, de medidas provisórias, de portarias ministeriais, de emendas à Constituição, de tratados e “acordos” internacionais espúrios, etc.
A princípio, não existem forças armadas no mundo que possam defender seus territórios contra este tipo de ataque, porque ele vem de dentro, através da quinta coluna cooptada pelo agressor nas fileiras do próprio Estado.
PROVA DISSO:
Aeromóvel: pérola da genuína tecnologia brasileira para o transporte coletivo urbano elevado, movido a ar e desenvolvido no Rio Grande do Sul pela Coester S/A na década de 80: destruído.

Tanque de combate Osório: destruído.
Engesa S/A: destruída.
Bomba atômica: desintegrada.
Submarino nuclear: em fase final de destruição.
Embraer/Militar: semidestruída.
Veículo Lançador de Satélite da Força Aérea Brasileira (VLS): sob intenso ataque e agora com 21 brasileiros mortos.
Petrobrás: sob intenso ataque.
Telecomunicação: totalmente nas mãos do agressor.
Energia elétrica: ainda sobram Itaipu, Copel e Furnas, mas sob ataque.
Produção de nitrocelulose: destruída. Se o Brasil entrar em guerra com a França (de onde compra a pólvora), não vai dispor desse material para lutar.
Sistema de Saúde: em ruínas, com milhares de mortos.
Sistema educacional: em ruínas, com milhões de analfabetos e pseudo-alfabetizados.
Embrapa: em ruínas.
Forças armadas: em ruínas.
Fontes de água potável: sob ataque constante.
Nióbio: saqueado e contrabandeado diuturnamente.

Face ao covarde e criminoso ataque terrorista perpetrado contra o Brasil às suas Forças Armadas e a 21 cidadãos civis no dia 22 de agosto de 2003 na base aeroespacial de Alcântara, urge a instalação de uma comissão de investigação séria, patriótica e com seus constituintes escolhidos a dedo — excluindo dela os já conhecidos “internacionalistas” que fazem parte da “escola do sr. Ronaldo Sardenberg” — para que, ao menos desta vez, em nome das vítimas, a verdade prevaleça.
Para isso, o trabalho tem que ser iniciado pelo “ponto zero”, ou no mínimo o mais próximo dele possível.
Assim, forneceremos aqui algumas pistas que deveriam ser investigadas, não só por alguma comissão ou comissões que venham a ser estabelecidas, mas também pelo Ministério Público Federal.
Fonte: http://verdademundial.com.br/2014/10/wikileaks-revela-gravissima-sabotagem-dos-eua-contra-brasil-com-aval-de-fhc-2/

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Oficiais da Aeronáutica são investigados por desvio de verba

Por: Marina Navarro Lins em
Depósito da Aeronáutica, na Avenida Brasil, em Bonsucesso
Depósito da Aeronáutica, na Avenida Brasil, em Bonsucesso Foto: Reprodução / Google Street View
Dois oficiais da Aeronáutica são suspeitos de pagarem R$ 2,1 milhões por materiais de informática jamais entregues pela empresa CEFA 3, em 2007.
A investigação do Ministério Público Federal mostra que, na época da compra, o coronel José Murilo Ramos era chefe de gabinete da Diretoria de Engenharia da Aeronáutica e Wilson Sales acumulava funções, como a de chefe da Seção de Licitações e Serviço Social.
Segundo o MPF, a licitação tem fortes evidências de direcionamento.
Além dos oficiais, são réus por improbidade administrativa os empresários Celso Fernandes de Matos e Fábio de Resende Tonassi, a CEFA 3 e o intermediário Marcelo Soares Junior.

BMW bloqueada
Os bens dos acusados foram bloqueados pela Justiça, mas a defesa dos empresários pediu a liberação dos automóveis.
Entre eles, duas BMWs importadas.
A defesa alega que os donos dos carros de luxo estão em "difícil situação financeira".
O procurador regional da República Carlos Alberto Aguiar discorda. Para ele, tais veículos não são necessários para a subsistências dos suspeitos e seu bloqueio é importante para assegurar o futuro pagamento de eventual multa.

Ministro da Justiça diz que não vai tolerar baderna de movimentos sociais

Recém-empossado como novo ministro da Justiça, o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, defendeu nesta quinta-feira (12) que a atuação violenta de movimentos de esquerda deverá ser combatida.
“A partir do momento que seja MTST, ABC, seja ZYH, que deixam o livre direito de se manifestar para queimar pneu, colocar em risco as pessoas, aí são atitudes criminosas que vão ser combatidas, assim como os crimes”,
disse após participar da cerimônia de posse do ministro Gilmar Mendes como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O ministro também chamou de “atos de guerrilha” protestos realizados em São Paulo no início desta semana contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Fonte: http://novosegundo.com


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Temer confirma equipe de governo com Meirelles, Jucá, Padilha e Geddel

Leonardo Picciani, que ao longo de todo o impeachment negociou votos favoráveis a Dilma Rousseff, foi agraciado com a pasta do Esporte às vésperas da Olimpíada

Por: Laryssa Borges, de Brasília


Michel Temer recebe a notificação de que é presidente interino da República
(Laryssa Borges/VEJA)


Poucos instantes depois de ser notificado sobre a decisão do Senado de dar seguimento ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o presidente da República interino Michel Temer confirmou a nova equipe ministerial. Sem surpresas, o primeiro escalão do governo - por ora provisório - de Temer tem Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda, Ilan Goldfajn no Banco Central e Romero Jucá no Planejamento. Temer recebeu no Palácio do Jaburu, por volta das 12h15, a notificação de que Dilma foi afastada do cargo. A partir de então, o advogado constitucionalista assume de forma interina a Presidência da República.

Eliseu Padilha ocupará a Casa Civil; Alexandre de Moraes, a pasta da Justiça; e o senador tucano José Serra, uma versão turbinada do Ministério de Relações Exteriores.

Leonardo Picciani, que ao longo de todo o impeachment negociou votos favoráveis a Dilma Rousseff, foi agraciado com a pasta do Esporte às vésperas da Olimpíada. O também ex-ministro de Dilma Gilberto Kassab ocupará o Ministério de Comunicações, Ciência e Tecnologia. O deputado Bruno Araújo, que proferiu o voto que marcou a admissibilidade do impeachment da presidente afastada na Câmara dos Deputados, irá para as Cidades.

O deputado Maurício Quintella Lessa foi escolhido para a concentrada pasta de Transportes, Portos e Aviação Civil. Um dos principais nomes da oposição na Câmara, Mendonça Filho será o novo ministro da Educação e Cultura. O também deputado Ricardo Barros vai para a pasta da Saúde, enquanto o senador Blairo Maggi é o novo ministro da Agricultura.


O deputado Sarney Filho será o chefe do Meio Ambiente; Osmar Terra, do Desenvolvimento Social; e Henrique Eduardo Alves retoma a pasta do Turismo, que deixou após o PMDB decidir abandonar a base aliada do então governo Dilma. Geddel Vieira Lima será o chefe da Secretaria de Governo, Moreira Franco, da Secretaria de Concessões e Infraestrutura, e o pastor Marcos Pereira será ministro do Desenvolvimento e Indústria.
Fonte: Veja.COM

Turistas, índios e movimentos sociais vão ao Planalto ver discurso de Dilma

Ex-presidente Lula passou perto dos manifestantes ao chegar ao local.
PM estimou haver 2,5 mil pessoas; houve confusão por causa de grade.

Do G1 DF
Dilma deixa o Planalto e é cercada por apoiadores (Foto: Reprodução/GloboNews)Dilma deixa o Planalto e é cercada por apoiadores (Foto: GloboNews/Reprodução)
Turistas de diversos estados, indígenas e representantes de movimentos sociais acompanharam na manhã desta quinta-feira (12) em frente à rampa do Palácio do Planalto a primeira declaração da presidente afastada Dilma Rousseff. O discurso ocorreu logo após a petista ser notificada pelo primeiro-secretário do Senado, Vicentinho Alves (PR-TO), da abertura do processo de impeachment na Casa.
Dilma cumprimenta apoiadores na saída do Planalto (Foto: Reprodução/NBR)Dilma cumprimenta apoiadores na saída do Planalto (Foto: NBR/Reprodução)
O pronunciamento durou 14 minutos. Dilma classificou a decisão como "a maior das brutalidades que pode ser cometida contra um ser humano: puní-lo por um crime que não cometeu". Ela voltou a chamar o processo de impeachment de “golpe” e afirmou que não praticou nenhum crime. Também disse que o que “está em jogo” é o “respeito às urnas” e acrescentou que tentam “tomar à força” o seu mandato, que, segundo ela, é alvo de “sabotagem”.
Lula é cumprimentado por manifestantes ao chegar no Planalto nesta quinta (12) (Foto: Laís Alegretti/G1)Lula é cumprimentado por manifestantes ao chegar no Planalto nesta quinta (12) (Foto: Laís Alegretti/G1)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve a nomeação como ministro da Casa Civil  barrada pelo Supremo Tribunal Federal passou próximo aos manifestantes ao chegar ao palácio, onde a presidente afastada fez um pronunciamento. Dilma discursou no Salão Leste para políticos e imprensa. Em seguida, foi para a parte externa, acenou para o grupo e pegou na mão de alguns manifestantes
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Manifestantes contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff começam a se reunir em frente do Palácio do Planalto, em Brasília, após aprovação da admissibilidade do processo de impeachment no Senado  (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)Manifestantes contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff começam a se reunir em frente do Palácio do Planalto, em Brasília, após aprovação da admissibilidade do processo de impeachment no Senado (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)
A Polícia Militar montou estruturas metálicas para delimitar o acesso ao local. De acordo com a corporação, havia cerca de 4 mil manifestantes do lado externo do palácio por volta das 12h30.
Planalto (Foto: Reprodução/GloboNews)Militantes acompanham discurso da presidente afastada Dilma Rousseff no Palácio do Planalto (Foto: GloboNews/Reprodução)
Em Brasília para reivindicar demarcação de terras, os indígenas partiram da altura do Ministério Público do DF para o palácio por volta de 10h30. Eles empunhavam faixas e cartazes e ocuparam as seis faixas do Eixo Monumental. Armas como arco e flecha e pedaços de pau ficaram retidas no cordão da PM.
Pastor evangélico, Giovanni dos Santos, de 35 anos, mora em Goiânia e chegou na manhã desta quarta com os cinco filhos. Ele disse que veio agradecer Dilma e o programa Bolsa Família, que passou a receber após perder a mulher.
O homem conta que votou em Aécio Neves (PSDB-MG), mas que passou a admirar a vida de Dilma pela forma como ela lidou com o processo de impeachment. Ele estava com um instrumento chamado shofar, que usa para tocar na igreja.
Militantes choram durante o primeiro pronunciamento da presidente afastada Dilma Rousseff; discurso ocorreu no final da manhã desta quinta-feira (12), pouco depois de ela ser notificada pelo Senado do resultado da decisão que a afastou do cargo (Foto: Gabriel Luiz/G1)Militantes choram durante o primeiro pronunciamento da presidente afastada Dilma Rousseff; discurso ocorreu no final da manhã desta quinta-feira (12), pouco depois de ela ser notificada pelo Senado do resultado da decisão que a afastou do cargo (Foto: Gabriel Luiz/G1)
Delegadas na 4ª Conferência Nacional de Política para as Mulheres, Zilda da Silva, Marta Rodrigues e Claudiane dos Santos vieram da Bahia. Elas estavam entre as mulheres detidas no voo de terça- feira depois de protesto contra a entrada dos deputados Jutay Magalhães e Tia Eron – ambos votaram pelo encaminhamento do processo de impeachment ao Senado.
"Não  vamos aceitar o resultado. Voltaremos a Brasília para lutar contra nossos direitos e pela volta da presidente Dilma", declarou Marta.
Manifestantes exibe cartaz com a mensagem 'menos ódio' durante o primeiro discurso da presidente afastada Dilma Rousseff (Foto: Beatriz Pataro/G1)Manifestantes exibe cartaz com a mensagem 'menos ódio' durante o primeiro discurso da presidente afastada Dilma Rousseff (Foto: Beatriz Pataro/G1)
Entre os militantes que estavam acampados no estacionamento do Estádio Mané Garrincha durante o processo de votação, Márcio Dionísio diz que quis prestar solidariedade. "A gente nem dormiu direito de noite. Agora nós vamos lá dar apoio à presidente."
Indígena deixa objetos em bloqueio montado pela Polícia Militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta quinta-feira (12); pedaços de pau e arcos e flechas não podem ser levados para as proximidades da Praça dos Três Poderes (Foto: Mateus Vidigal/G1)Indígena deixa objetos em bloqueio montado pela Polícia Militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta quinta-feira (12); pedaços de pau e arcos e flechas não podem ser levados para as proximidades da Praça dos Três Poderes (Foto: Mateus Vidigal/G1)
Moradora do Rio Grande do Norte, a socióloga Sandra Pequeno embarcou com amigas para Brasília para prestar apoio a Dilma. As mulheres pretendem voltar ao estado assim que a petista deixar o Palácio do Planalto.
Policiais militares acompanham de teto de carro a movimentação de indígenas contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff; grupo estava em frente ao Palácio do Planalto nesta quinta-feira (12) (Foto: Mateus Vidigal/G1)Policiais militares acompanham de teto de carro a movimentação de indígenas contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff; grupo estava em frente ao Palácio do Planalto nesta quinta-feira (12) (Foto: Mateus Vidigal/G1)
Houve um pequeno conflito no local entre apoiadores da petista e seguranças do Palácio do Planalto: os manifestantes retiraram as grades para facilitar o acesso de mais pessoas, mas foram repreendidos. A estrutura chegou a cair, mas foi recolocada no local.









Fonte: G1 DF