quarta-feira, 29 de abril de 2015

Paracetamol: Estudo mostra que o medicamento é um dos maiores causadores de lesões no fígado

O paracetamol está presente na maioria dos lares brasileiros e europeus. É bastante usado em tentativas de suicídios, sendo um grande causador de lesões no fígado

Tomar de uma só vez grandes quantidades de paracetamol pode lhe causar grandes lesões no fígado, algumas irreversíveis, necessitando de transplante. Em outros casos, tomar deliberadamente paracetamol pode resultar em uma hepatite fulminante, com conseqüências fatais.

Estudo publicado na British Journal of Clinical Pharmacology mostrou que dos 663 pacientes hospitalizados com graves lesões no fígado, ¾ eram provocados por ingestão incorreta de paracetamol. O quarto restante havia ingerido doses maiores do que a prescrita na receita médica.

Na França, estudo mostrou que cerca de 90% das falências hepáticas com necessidade urgente de transplante de fígado são causadas pelo uso incorreto do paracetamol. Ele é um medicamento vendido livremente no Brasil e bastante prescrito pelos médicos, o que pode revelar números alarmantes de problemas hepáticos no país se uma pesquisa como esta fosse realizada por aqui.

A dose máxima de paracetamol recomendada nos países da Europa é de 4 gramas por dia. A partir de 6 gramas ingeridas o paciente pode sofrer graves lesões no fígado, embora já tenha sido encontrados pacientes com lesões hepáticas importantes consumindo a dose máxima recomendada.

Na França, o paracetamol é atualmente o medicamento mais vendido. Os médicos alertam que não existe necessidade de bani-lo do mercado mundial. Todo medicamento tem efeitos colaterais e trata-se de uma droga segura. O que deve existir é uma melhor vigilância, procurando orientar de forma mais incisiva os pacientes para respeitarem as doses recomendadas

Fonte: Jornal Ciência

Mais de 20 soldados sofrem intoxicação alimentar em treinamento no RS

Militares foram levados ao hospital após ingerir um tubérculo e 14 deles permaneciam internados nesta quarta-feira
 
Soldados do Exército que participavam de um treinamento em São Luiz Gonzaga, no noroeste do Estado, sofreram uma intoxicação alimentar. O 4º Regimento de Cavalaria Blindado (RCB) confirmou que 24 militares foram encaminhados ao hospital após ingerir uma raiz na terça-feira.Segundo nota enviada pela corporação, os soldados “tiveram uma reação alérgica de alta intensidade após consumo de um tubérculo”. O alimento teria sido fornecido por um militar mais antigo. O suspeito está detido no regimento para que o caso seja investigado.

À Rádio Missioneira, o comandante do 4° RCB, tenente-coronel Marcelo Milward, disse que “foi um ato inconsequente, porém, sem má intenção”.
 
De acordo com o Hospital São Luiz Gonzaga, no início da manhã desta quarta-feira, 14 militares permaneciam internados em observação e aguardavam para fazer novos exames. Os outros 10 foram encaminhados para a enfermaria do Exército. 

A principal reação apresentada por eles é chamada de edema de glote, que causa inchaço na língua. No entanto, todos eles conversam e não correm risco de vida, ainda conforme o hospital.

Confirma a íntegra da nota:

O 4º Regimento de Cavalaria Blindado informa que, no dia 28 de abril (terça-feira), por volta das 14h30min, durante o acampamento do Período de Instrução Individual Básica, 24 (vinte e quatro) soldados incorporados no corrente ano tiveram uma reação alérgica de alta intensidade após consumo de um tubérculo em umas das 08 (oito) oficinas que estão realizando nesta semana.

Os militares foram, prontamente, encaminhados pela ambulância UTI do Regimento ao Hospital de São Luiz Gonzaga, juntamente com 02 (duas) equipes de saúde da Unidade, onde foram tratados pelos médicos e enfermeiros daquele hospital e da Unidade.A atividade acontece anualmente, estende-se de 27 a 30 de abril, e compõe-se de instruções práticas diversas que visam desenvolver atributos da área afetiva, como coragem, espírito de corpo, camaradagem e rusticidade, além do conhecimento de técnicas de tiro, orientação, rapel e progressões diurnas e noturnas.

Em virtude da gravidade do acontecimento, o Comando do 4º RCB determinou que fosse instaurado um procedimento administrativo para apuração do fato que, diante do histórico da Unidade Militar, trata-se de um caso isolado.

Foten: ZH Notícias

quinta-feira, 23 de abril de 2015

CORRUPÇÃO, PROPINA, UMA DOENÇA HUMANA

Mujica: quem gosta de dinheiro tem que sair da política

Prestes a completar 80 anos, o ex-presidente uruguaio José Mujica diz que a corrupção afeta "a todos" na América Latina, mas que "quem gosta muito de dinheiro deveria ser afastado da política". Em entrevista exclusiva à BBC Mundo, Mujica comentou a corrupção em países como México e Brasil, e afirmou que a "vontade de ter bens materiais" não se relaciona bem com o serviço público. 

"Sempre disse aos empresários: se eu souber que pediram alguma propina a vocês e vocês não me avisaram, teremos uma relação péssima. Com essa declaração, não havia abertura para que me oferecessem nada." 

'Doença' brasileira

"Algo doentio acontece na política brasileira", disse o ex-líder uruguaio sobre a cisão entre o governo de Dilma Rousseff, em seu segundo mandato, e o Congresso eleito em 2014. "O Brasil é um país gigantesco e cada Estado tem sua realidade, com partidos locais fortes. Conseguir a maioria parlamentar no Brasil é um macramé (técnica de tecelagem manual) onde pedem uma coisa aqui, outra ali."
Para Mujica, o tráfico de influência é "uma tradição" no país, já que os governos "têm que fazer o impossível para conseguir a maioria parlamentar de alguma maneira".

"Não digo que os fins justificam os meios, quem diz é Maquiavel. O que digo é que isso é uma doença que existe há muito tempo na política brasileira."

Ao mesmo tempo, ele afirma que o poder dos presidentes na democracia representativa é relativo e, por isso, demora para que uma vontade do poder Executivo torne-se realidade. "Não se deve confundir governar com mandar. Existe o papel da persuasão e do convencimento. Um presidente deve se cercar de gente útil e de gente boa."

Mujica diz ainda que é preciso considerar o papel dos agentes externos ao governo na corrupção. "Para que haja corruptos, também deve haver um agente corruptor. Não nos esqueçamos disso."
Foto de Jair Silva Santos.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Dilma sanciona Orçamento de 2015, e corte de gastos sairá em até 30 dias

Detalhamento da peça orçamentária foi publicado nesta quarta no 'DOU'.
Presidente fez vetos a dois dispositivos no texto do Congresso.


Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff sancionou o Orçamento de 2015 com vetos a dois dispositivos, segundo o texto que foi publicado na edição desta quarta-feira (22) do "Diário Oficial da União". A peça orçamentária demorou para ser sancionada neste ano porque o Congresso Nacional aprovou formalmente o documento somente em 17 de março.

Um dos dispositivos vetados pela presidente estabelecia coeficientes de repasse do Orçamento para auxílio financeiro a estados, municipios e Distrito Federal em ação de fomento das exportações. Na justificativa do veto, Dilma escreveu que o dispositivo "trata de matéria estranha à Lei Orçamentária", que deveria "conter apenas  programação financeira relativa  ao auxílio mencionado, cabendo ao governo federal, na observância  do equilíbrio fiscal, a análise quanto a efetiva realização de repasses".  

O outro dispositivo vetado é sobre uma tabela que apresenta vagas abertas no Banco Central e na Receita Federal. Na justificativa, Dilma disse que "a medida feriria a prerrogativa do Executivo Federal em dispor sobre a criação e o provimento de cargos e funções em seu âmbito de atuação".

O Orçamento prevê receita líquida de R$ 1,2 trilhão (21,9% do PIB) para este ano, enquanto que as despesas primárias totais – sem contar despesas com juros e amortização da dívida – são de R$ 1,15 trilhão (20,9% do PIB).
No decreto de programação orçamentária, que tem de ser divulgado em até 30 dias, o governo informará qual o valor do bloqueio de recursos que será necessário para atingir a meta de superávit primário – a economia para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda.

Para 2015, a meta é de 1,2% do Produto Interno Bruto para todo o setor público (governo, estados, municípios e estatais), o equivalente a R$ 66,3 bilhões. Em 2014, o governo anunciou um corte inicial de R$ 44 bilhões no orçamento do ano passado. Neste ano, a presidente Dilma Rousseff já informou que vai fazer "cortes" e um bloqueio "significativo" no orçamento de 2015.

Pelas regras, antes de o orçamento ser aprovado pelo Congresso, o governo estava limitado a gastar por mês, desde janeiro, 1/12 do valor estimado e somente em áreas emergenciais e em despesas de custeio, como pagamento de salários de funcionários e manutenção da máquina pública.

Mas, para atingir a meta fiscal, o governo já começou a fazer bloqueio no orçamento antes mesmo de ele ser oficialmente aprovado pelo Legislativo. Em janeiro deste ano, já foi anunciado um bloqueio provisório de recursos, limitando estes gastos a 1/18 do valor estimado.

Apesar da necessidade de fazer economia, o governo acatou emenda adicionada ao Orçamento no Congresso que triplicou o valor do Fundo Partidário. Inicialmente, o texto enviado pelo Executivo estabelecia que seriam repassados aos partidos políticos R$ 289 milhões. Com a alteração realizada no Congresso, o montante foi para R$ 867,5 milhões.

Previsões para a economia

Para chegar ao valor do corte no Orçamento deste ano, o governo vai reestimar, no decreto de programação financeira, que será divulgado em até 30 dias, as receitas e as despesas da peça orçamentária, tendo por base as últimas previsões para o comportamento da economia.
No decreto, serão divulgadas as últimas estimativas para o PIB, inflação e dólar, entre outros indicadores, além dos impactos das medidas de ajuste fiscal (aumento de tributos sobre gasolina, automóveis, empréstimos, entre outros, além de limitação de benefícios sociais, como seguro-desemprego e pensão por morte) nas receitas e nas despesas.

Impacto nas receitas

A atual equipe econômica – diferentemente do que era feito até o ano passado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega –, já avisou que passará a trabalhar, nos documentos oficiais do orçamento público, com as estimativas do mercado financeiro – o que tende a gerar um número mais realista, por exemplo, para a previsão de receitas.
As última previsão para o comportamento do Produto Interno Bruto de 2015, estimado pela nova equipe econômica, é de uma retração de 0,9% no PIB neste ano – mas este número poderá ser novamente alterado. Quando o Orçamento foi aprovado, no mês passado, a expectativa que lá constava era de um crescimento de 0,77% para o PIB.
Somente essa forte revisão do Produto Interno Bruto, de um aumento de 0,77% aprovado pelo Congresso para uma retração próxima a 1%, será responsável por baixar a estimativa de receita para este ano e, consequentemente, dos valores disponíveis para gastos.
Por outro lado, o governo poderá contar com receitas extras neste ano por conta do aumento de tributos, o que pode amenizar o impacto de queda do PIB na arrecadação. O governo subiu o IPI dos automóveis, e espera arrecadar até R$ 5 bilhões em 2015, a Cide dos combustíveis, com impacto estimado de R$ 12,18 bilhões neste ano, o IOF sobre empréstimos (+R$ 7,38 bilhões), tributos sobre a importação (+R$ 694 milhões), sobre cosméticos (+R$ 381 milhões) e sobreempresas (+R$ 2,7 bilhões).

Patamar de gastos registrado em 2013

Além de contar com menos receitas em 2015, por conta da revisão para baixo na estimativa do Produto Interno Bruto deste ano, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, já informaram que o governo trabalha para trazer os gastos, neste ano, para o mesmo patamar do que foi registrado no ano de 2013.

Nos dois primeiros meses de 2015, as despesas com investimentos foram os principais alvos da tesoura da nova equipe econômica. Elas registraram uma forte queda de 31,1% no primeiro bimestre de 2015, para R$ 11,28 bilhões. O recuo frente ao mesmo período de 2014 foi de R$ 5,08 bilhões.
O Orçamento deste ano prevê despesas discricionárias (que não são obrigatórias e, deste modo, são manejáveis) e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de R$ 302,24 bilhões. Em 2013, ano que está servindo de referência para a equipe econômica em termos de gastos públicos, estes valores somaram R$ 246,43 bilhões. Sem considerar os demais fatores, para retornar ao patamar de 2013, o bloqueio teria de ser de R$ 55,8 bilhões em 2015.

Impacto das medidas

Para tentar atingir as metas fiscais, a nova equipe econômica já anunciou uma série de medidas nos últimos meses – que também impactam a previsão de receitas e despesas. Deste modo, seus efeitos também serão considerados no decreto de programação orçamentária e financeira, que sairá em até 30 dias.
Entre as medidas estão mudanças nos benefícios sociais, como seguro-desemprego, auxílio-doença, abono salarial e pensão por morte. Essas ações, que ainda têm de passar pelo crivo do Congresso Nacional, mas que já valem, pois entraram em vigor por meio de medidas provisórias, geram uma economia de R$ 18 bilhões por ano aos cofres federais. Como as medidas foram implementadas em março, o impacto será menor em 2015. Se as MPs não forem aprovadas no Congresso, ou forem alteradas, seu efeito será menor ainda nas contas públicas.
Outra medida que já foi enviada ao Legislativo é a reversão parcial da desoneração da folha de pagamentos. Inicialmente, a matéria foi enviada ao parlamento por meio de medida provisória, mas o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), devolveu as MPs ao Executivo. O peemedebisya alegou que aumentar impostos por medida provisória é inconstitucional e o governo estaria gerando insegurança em quem investe no país; Com isso, o Palácio do Planalto foi obrigado a reeditar a proposta em um projeto de lei. O texto que sugere mudanças na folha de pagamento das empresas ainda não entrou em vigor. O governo já admite que a economia, estimada inicialmente em R$ 5,35 bilhões para este ano, não deve ocorrer de forma integral (se acontecer de fato, pois depende do Congresso para entrar em vigor).

Além disso, também subiram os juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor produtivo, como forma de diminuir o pagamento de subsídios pelo governo. Em janeiro, o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, confirmou que não haverá mais repasses do governo ao setor elétrico, antes estimados em R$ 9 bilhões para este ano, o que deverá elevar ainda mais a conta de luz, que pode ter aumento superior a 40% em 2015.

terça-feira, 14 de abril de 2015

23 de Abril - dia do Autismo


Estão lembrados que comentei aqui sobre o seminário que vamos realizar para debater autismo e inclusão? A data está marcada! O evento vai ser realizado no dia 23 de abril, quinta-feira, aqui no Senado. Vamos reunir especialistas e pais para o debate. O tema é “Autismo e os desafios da Educação Inclusiva”.

Organizo o evento em conjunto com a Embaixada do Reino Unido no Brasil. É uma oportunidade para discutir a Política Nacional dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, conhecida como “Lei Berenice Piana”. Pela lei, o autista tem o direito de estudar em escolas regulares, tanto na educação básica, como no ensino profissionalizante.

Fiquem de olho nas minhas redes sociais para saber mais informações. Conto com vocês para divulgar!

Descrição da Imagem #PraCegoVer: sobre um fundo azul formado a partir de desenhos de um quebra-cabeças, há a imagem em perfil de um menino. Na sua cabeça, os quebra-cabeças são coloridos. À direita do menino, está escrito "Autismo e os desafios da educação inclusiva. 23 de abril, 13h30, auditório interlegis. Senado Federal".