quarta-feira, 21 de setembro de 2016

TSE aprova envio de tropas federais a 8 estados para garantir segurança


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou hoje (20) o envio de tropas federais para garantir a segurança das eleições municipais do dia 2 de outubro em oito estados. Serão enviados soldados das Forças Armadas para os estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Rio Grande do Norte, Tocantins, Acre e Pará. Novas requisições serão julgadas nas próximas sessões do tribunal.
Os pedidos foram feitos pela Justiça Eleitoral nos estados e foram aprovados pelos respectivos governadores.
Fonte: papo TV.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

PF prende três em suposto esquema para fraudar urna eletrônica neste ano

Grupo pedia até R$ 5 milhões para fraudar eleição; 'estelionato', diz PF.
Ações foram feitas no Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Piauí e Goiás.

Do G1 DF
Policiais federais apreendem documentos na casa de suspeito no Rio Grande do Sul durante operação contra fraude em urnas eletrônicas (Foto: Polícia Federal/Divulgação)Policiais federais apreendem documentos na casa de suspeito no Rio Grande do Sul durante operação contra fraude em urnas eletrônicas (Foto: Polícia Federal/Divulgação)
A Polícia Federal prendeu duas pessoas em Brasília e uma em Xangri-lá, no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (13) em uma operação contra uma organização criminosa que prometia fraudar urnas eletrônicas nas eleições municipais deste ano. Após a ação, a PF informou ter constatado que era um caso de estelionato porque não há indícios de que eles poderiam conseguir interferir nos equipamentos.
Segundo a PF, a denúncia partiu de um prefeito de um município na região metropolitana de Porto Alegre. Os suspeitos afirmavam que tinham contrato com uma empresa que atualiza o software das urnas eletrônicas e cobravam R$ 5 milhões para supostamente fraudar a eleição para prefeito e R$ 600 para a de vereador, diz a corporação.
Na operação, batizada de Clístenes, também foram cumpridos três mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para depor) em Xangri-lá e Canoas, no Rio Grande do Sul, e Piripiri, no Piauí. Os policiais também cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, em Canoas, Xangri-lá, Goiânia (GO), e dois em Brasília.
Os presos vão ser indiciados pelos crimes de estelionato e organização criminosa. Eles serão julgados pela Justiça Federal e podem pegar de 4 a 13 anos de prisão.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a urna eletrônica passa por inspeção antes de ser lacrada a fim de coibir fraudes contra o equipamento.
Policiais federais cumprem mandado durante operação para combater organização criminosa que prometia fraudar eleições (Foto: Polícia Federal/Divulgação)Policiais federais cumprem mandado durante operação para combater organização criminosa que prometia fraudar eleições (Foto: Polícia Federal/Divulgação)
Segurança
As urnas eletrônicas que serão usadas neste ano passaram por um primeiro teste de segurança em março deste ano. Na ocasião, ao avaliar diversos itens das urnas, técnicos encontraram duas “vulnerabilidades” no sistema, que, segundo a equipe de tecnologia do próprio tribunal, seriam corrigidas.
Em um dos testes, um dos grupos de investigadores conseguiu instalar um gravador de áudio na urna adaptada para deficientes visuais, em que uma voz eletrônica comunica para o eleitor suas opções.

Assim, se alguém interessado em quebrar o sigilo do voto obtivesse a ordem dos eleitores que votaram naquela urna, seria possível saber como cada um votou, ao fazer a correspondência entre a gravação e a lista dos votantes.
Um outro grupo de técnicos externos conseguiu adulterar um código eletrônico que aparece na contabilização dos votos de uma urna reserva que quebrou durante a votação. Assim, poderia adulterar o resultado da votação daquela seção eleitoral específica.
Fonte: G1

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Reforma: militares deverão ir mais tarde para a reserva

Bruno Dutra

 
Apesar de terem conseguido ficar fora da proposta mais ampla de reforma da Previdência, que ameaçava criar um regime único para civis e militares, as Forças Armadas poderão ter o tempo de serviço necessário para passar à reserva ampliado de 30 para 35 anos. A informação foi confirmada ao EXTRA por uma fonte ligada ao grupo que trata do assunto. Hoje, os militares vão para a reserva aos 50 anos, em média. Com a ideia de mudança, a idade chegará a 55 anos e, em uma década, a 60.

Ainda de acordo com a fonte, a ideia está em fase avançada de discussão em Brasília, entre o governo e os comandos das Forças Armadas — Marinha, Aeronáutica e Exército —, que se reuniram com o secretário de Previdência Social, Marcelo Caetano, na primeira quinzena de agosto. Isso indica que a ideia deverá ser aceita pelos militares, após uma ofensiva da categoria contra a criação de um regime previdenciário único. A segunda e última reunião, que deverá firmar o consenso entre a União e os militares, está marcada para este mês, em Brasília.

A meta inicial do governo de unificar todos os sistemas de Previdência (dos trabalhadores da iniciativa privada e dos servidores públicos) está na grande dificuldade dos estados de manterem seus regimes próprios. Pelos cálculos a União, o rombo dos dois sistemas, neste ano, passará de R$ 220 bilhões. A questão é que o Planalto inclui os militares nesta conta — com 16% desse déficit —, embora essa categoria vá ficar de fora do regime único.

Procurados, os comandos da Marinha, da Aeronáutica e do Exército não se pronunciaram sobre a discussão. O Ministério da Defesa confirmou que tem se reunido com o integrantes do governo, mas negou qualquer acordo sobre o tema.

Argumentos contra possíveis mudanças

Num primeiro momento, quando o governo apresentou as propostas de mudança à categoria, os militares defenderam a manutenção das atuais regras de aposentadoria aos 30 anos de serviço, listando uma série de singularidades da carreira. Na ocasião, os comandos das Forças Armadas ressaltaram que os militares são submetidos à dedicação exclusiva e não dispõem de outra fonte de renda.
Outro fator que, segundo os comandos, impediria o aumento da idade para a reserva estaria no fato de a categoria não ter uma poupança compulsória, como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), nem remuneração adicional por horas extras. A diferença salarial em relação a outros trabalhadores também foi citada.

Segundo um militar da reserva, que prefere não se identificar, e que defende o tempo de serviço menor, a categoria é costumeiramente deslocada de cidade e estado, o que dificulta a especialização profissional, que poderia garantir renda extra. Isso, defende ele, colocaria o militar num patamar diferente, o que justificaria a necessidade de “aposentadoria antecipada”.



Fonte: Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/reforma-militares-deverao-ir-mais-tarde-para-reserva-20045329.html#ixzz4JO01uZlA